As atividades realizadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas em Pernambuco foram apresentadas à Comissão de Agricultura, nesta terça. Entre as ações destacadas, está a redução de 76% para 20% na quantidade de poços sem água no Estado. O coordenador do DNOCS em Pernambuco, Emílio Duarte, ressaltou algumas prioridades do órgão, como as obras de transposição do Rio São Francisco, a adutora do Pajeú, a barragem de Ingazeira e a recuperação da barragem de Jucazinho, no Agreste. “A barragem de Jucazinho está apresentando fissuras na sua estrutura, e isso é muito perigoso. Se chover muito aqui, a barragem não tem condições, porque uma das funções dela é de segurança, contenção do volume de água. Ela arrebenta, e vem bater água no Recife novamente.”
A visita do DNOCS partiu de uma solicitação do deputado Rodrigo Novaes, do PSD. O parlamentar afirmou que o Ceará centraliza os recursos do DNOCS, o que prejudica investimentos em Pernambuco. “Uma barragem somente, a de Castanhão, tem 7 bilhões de metros cúbicos. É maior do que a soma de todas as barragens públicas de Pernambuco, do DNOCS. As 38.”
Rodrigo Novaes tem criticado com frequência a demora no reparo da barragem de Serrinha, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. “A gente entrou com uma ação judicial para impor ao DNOCS o reparo. É lamentável que a gente tenha que esperar aí cinco meses para um reparo simples, que custa 20 mil reais, numa comporta, e que vai beneficiar milhares de pessoas.”
O coordenador do DNOCS garantiu que o reparo na barragem de Serrinha vai estar concluído até o final de março. Também participaram da reunião o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Miguel Coelho, do PSB; e os deputados Odacy Amorim, do PT, e Zé Maurício, do PP. Os parlamentares reconheceram o esforço do órgão, mas lamentaram o esvaziamento e a falta de estrutura do DNOCS em Pernambuco.

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